sábado, 9 de abril de 2011

A CARTA ARQUEOLÓGICA DE AREZ

"Arez da Idade Média à Idade Moderna: um estudo monográfico Leitão, Ana Cristina Encarnação Santos Tese de mestrado em História Regional e Local apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2008 http://catalogo.ul.pt/F/?func=item global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000546695


http://hdl.handle.net/10451/1738"

A referida autora, os apontamentos que venho transcrevendo e seus, com a autorização da referida Universidade onde fez a sua tese, ela no seu levantamento cita o seguinte:

Horta das Póvoas. Sepultura antropomórfica. O seu estado de conservação é Bom.
É talhada num afloramento granítico. Tem moldura em relevo,
D. 1,72m comp., 0,56lg. 0,40pfd.


Tapada da Choça VII. Sepultura antropomórfica. Alta Idade Média.
Esta sepultura não está identificada. É numa área afectada pela plantação de eucaliptos.

Tapada da Choça VIII. Sepultura antropomórfica. Alta Idade Média.
Não é também identificada. É numa área afectada pela plantação de eucaliptos.

Tapada da Choça IX. Sepultura antropomórfica. Alta Idade Média.
Bom estado de conservação da mesma. É talhada num afloramento granítico.
Tem moldura em relevo. Foi abandonada antesda sua conclusão.
D. 1,40m comp., 0,50mlg e 0,10m prf.

Tapada da Choça I. Sepultura antropomórfica. Bom estado de saúde da mesma.
Não deixa de ser para mim um orgulho. É escavada num afloramento granítico.
A mesma enconta-se parcialmente coberta de blocos de granito. D. 1,80m comp., 0,57m lg min.

Tapada da Choça II. Sepultura Antropomórfica. Alta Idade Média. Bom é o estado dela.
É talhada num afloramento de granito. Tem moldura de relevo.
Tem de marcação do encaixe dos ombros.
D. 1,80m comp., 0,40 m lg, 0,60m prf.

Tapada da Choça III. Seputura antropomórfica. Alta Idade Média.
Bom é o seu estado de conservação. Talhada num afloramento de granito
Tem moldura de relevo e D. 1,65m., comp., 0,50lg. 0,40pfd.


Tapada da Choça IV. Sepultura antropomórfica. Alta Idade Média. Muito Bom é o seu estado.
Talhada num afloramento de granito. Apresenta a mesma moldura de relevo.
D. 1,80m comp., 0,65m de largura máx. e 0,50 lg. Min. e 0,40m prf.

Tapada da Choça V. Sepultura antropomórfica. Alta Idade Média. Bom.
É a mesma talhada num afloramento granítico.Tem moldura de relevo.
D. 1,80m comp. 0,45lg. e 0,60 prf..~
Está parcialmente coberta por um bloco de granito de grande dimensões.
Encontra-se a cerca de 10m da Sepultura IV.

Tapada da Choça VI. Sepultura antropomórfica. Alta Idade Média. Bom. Boa. Está ainda muito boa para as curvas no tempo. È talhada num afloramento de granito.
Apresenta a mesma,  moldura de relevo. Nota-se uma diferenciação na zona da cabeceira  um provável encaixe para a cabeça que será mais simbólicio do que funcional.
D. 1,75m comp. , 0,45 lg. Min., 0,60m de prf e 0,40m de prf.

Na Ribeira do Figueiró existe um Pontão. É do período medieval.
O seu estado de conservação é Bom. Constituído por blocos de granito.
Tem dois arcos de volta perfeita. Tem talha-mares a montante. Não possui apoios laterais nem negativos dos mesmos. No lado Este, acesso ao Monte Claro.
O tabuleiro prolonga-se sobre os afloramentos graníticos onde sobe este existem reentâncias que permitem passagem de água.

Herdade de Santo António. Na Herdade de Santo António encontra-se uma Ermida.
É do período medieval/moderno. O seu estado de conservação é Bom. Séc. XIV.
Um só corpo. Tem contrafortes laterais. As janelas são em fresta. A porta é com arco em ogiva.
Tem impostas quadradas que encimam ombreiras.

Talefe. Mas o que será o Talefe? Fogo! Assim não vale. Aqui se está vendo mesmo uma nora.
Talefe. Bem... Talefe é uma gravura rupestre (cruz).
Ei lá que aqui tem estado de mistério e os anos se sugerem longos, uma eternidade nestas terras ou o bravio animalesco delas.

Na Tapada da Choça existe uma Pia. O seu período é interminável. O seu estado de conservação é bom.É uma depressão num afloramento granítico com uma forma ovóide e uma abertura a Este.
D. 1,35m comp., 0,50m lg, 0,40 prf.

Na Ribeira do Figueiró há Passadouros. São do tempo Modernos. O seu estado de conservação Bom.
Situado na passagem para o Monte Claro. É um alinhamento de blocos paralelipipédicos de granito que permite o atravessamento a pé da ribeira. O leito da ribeira encontra-se calcetado nesta área.

Largo da Igreja. Igreja. É do tempo Moderno. O seu estado de consevação é Bom. Séc. XVI.
Remodelada. Sob impostas quadradas.

Largo António A. Bastos.
É o Cruzeiro. Está o Cruzeiro.
O seu período é moderno.
O estado de conservação do mesmo é Bom.
Cruzeiro em granito de cruz simples sobre uma peanha de 3 degraus.


Rua Alexandre Herculano 15. (Cruciforme). Cruz num lintel.
É do tempo Moderno. Bom. O seu estado de Conservação é Bom. Cruciforme gravado numa cantaria de granito de uma janela. A base da cruz é triangular. É representando pequenos degraus.
Eles parecem representar o Calvário. Trata-se de um reaproveitamento daquele bloco de cantaria uma vez que o crucuforme se encontra invertido.
D. 0,18mlg. e 0,30m alt.

Rua São João de Deus. Capela. Uma capela. A dita é do tempo Moderno. Bom.
O seu estado de conservação é Bom. Séc. XVI. Frontaria tem no fecho uma sineira simples.
Porta renascentista. De granito. De granito, com arco redondo apoiado sobre duas meias colunas com bases e capitéis quadrados. Na verga uma cabeça esculpida e, aos lados uma face radiante e uma caveira e dois ossos.


Tapada da Choça. Abrigo. Estado de conservação Bom. Conjunto de afloramentos graníticos.
São de grandes dimensões. Formam uma pala que protege um corredor com o sentido sul-norte em que a entrada é a Norte. D. 12m comp. aprox. e 3m lg máx.
Registam-se várias zonas de fogueira não estruturadas. Identificaram-se fragmentos de cerâmica de roda e um percurtor.
Um dos fragmentos cerâmicos parece terpertencido a um recipiente de armazenamento de grandes dimensões.

A autora, a senhora que ainda nos vai dando estes puros momentos de lazer e nos brindou um pouco com o conhecimento do nosso passado, na zona - aqui muito especialmente a todas estas terras e terrolas que circulam esta aldeia e freguesia de Arez, ela parece que tem muita força e é muito sumarenta e tem um gosto a muito gostosa estas terras de Arez e meus caros nunca o sabeis como o sinto no deserto deste Alentejoe a liberdade me vai na alma... O pouco ainda se vai protegendo e valorizando.

Não se lhe pode dizer que o concelho de Gavião lhe siga os mesmos passos.

Este espaço concelhio e geográfico está muita longe do concelho de Nisa.
Do Crato.
De Monforte.
De Alter do Chão.
Castelo de Vide.
Marvão.
Que de fronteira não conheço e não sei como se encontra o assunto.

Quero aproveitar.
Aproveito pois então.

Aos meus amigos e caros, José Joaquim, MMendes, e o colega de outos tempos em outras cerebrais, o pouco em mim ainda está e vai ficando, o meu caro e amigo Jaime Crespo, a referida autora diz na sua obra que a gentil, a educada, a criativa, ou seja lá um condado esta vila de Nisa, a autora diz que quando estava fazendo a sua Tese, a Câmara Municipal de Nisa estava fazendo a sua Carta Arqueológica.

Aos meus amigos e caros, tão só e simplesmente este meu peito aberto em uma pequena literária, a notícia em mim honra-me este Alentejo, este bocado do Alentejo no Norte é muito gratificante que a história, a nossa, ela se valoriza, se dá o valor que ela tem, como se não fosse ela, um cartão de visita que se oferece a quem nos visita, ou o turismo não seja o quinto ou o segundo negócio do mundo.

Acredito que o caro Ceia da Silva e a sua "Turismo do Alentejo, ERT", o esforço por si e a organização que comanda com os colaboradores, penso que toda a equipa só pode estar contente. Assim o penso e vos digo.

Não sei.
Não sei se a referida Carta já está concluída.
Ou se houve uma partida já para o terreno, com este passado da malta.

A coisa, em esta minha memória se não me falha, no meu entendimento, a afirmação vai a fazer três anos quando a autora o disse, e que assim o penso e o registo no tempo desta planície que tão lento ela está e vai ficando.

Lameto.
Como a coisa dói tanto. 
Dói muito.
Sinceramente...

No concelho onde me encontro, nestas coisas de passar pela camarária do Gavião, nela, em ela me foi dito que este ano corrente logo em Janeiro, a Câmara Municipal de Gavião ía fazer a sua Carta Arqueológica do concelho.

Passado algum tempo, ao dar uma olhada pelas actas da mesma, o meu espanto é que a deliberação tomada não estava registada em acta.