sábado, 9 de julho de 2011

TOLOSA A TODO O CAMPO

Tolosa recebeu foral em 1262, por concessão do Grão Prior do Crato, D. Afonso Peres.
- Assim começa mais uma postagem, baseada na Pequena Monografia de Tolosa de Alzira Maria Filipe Leitão. Ou como se lhe dirá, é uma história engraçada, que se perde, ela vem do tempo em que não tem um tempo, ou a raiz, a raiz que forma este meu país…
É neste sentido que surge o foral atribuído aos moradores de Tolosa, existente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Nele sobressaem algumas cláusulas que vale a pena referir:
1.º  -  O Prior da Ordem, reunido com o seu cabido em Assembleia Geral, determina a atribuição de um vasto terreno, junto à Ribeira do Sor, aos povoadores de Tolosa.
2.º  -  Impõe os preceitos da doutrina que os seus membros professam.
3.º  -  Estabelece as normas que regulamentam os direitos e deveres dos povoadores, que são transmissíveis aos vindouros.
Em 1281, a Ordem dos Cavaleiros de Malta atribui um outro foral aos povoadores de Tolosa, que substitui o primeiro. Nele surge uma redução nos encargos do foro e estabelece os grandes privilégios atribuídos aos caseiros ou rendeiros de Malta.
O nome de TOLOSA deve ser originário de França, mais precisamente da região do Languedoc, cuja a capital é a cidade de Toulouse. Muitos dos Cavaleiros do Hospital eram de origem francesa, não só devido à própria fundação da Ordem, mas ainda às suas boas relações e grande difusão entre os franceses. Muitos deles integravam grupos de Cruzados que vieram ajudar os monarcas portugueses no período da Reconquista Cristã. É provável que alguns aqui se tivessem fixado e, ao mesmo tempo, desejassem eternizar o nome da sua longínqua terra natal neste povoado, junto à Ribeira do Sor.
Em 20 de Outubro de 1517, o rei D. Manuel l concedeu novo foral à vila de Tolosa, que confirmava totalmente o antigo. Segundo as fontes históricas pouco posteriores à concessão do foral por D. Manuel l, sabe-se que:
1.º  Esta vila do Priorado do Crato não possuía qualquer fortaleza.
2.º  O concelho pagava os impostos à Coroa.
3.º  Tinha apenas uma freguesia.
4.º  Dependia do almoxarifado de Portalegre e da provedoria de Estremoz.
5.º  Habitavam em Tolosa 45 moradores, entre os quais havia um clérigo e 15 viúvas. Podemos concluir daqui que o número inicial de moradores teria sido muito reduzido.
Em 1708 – a autora continua – a vila de Tolosa tinha dois juízos ordinários, dois vereadores, um procurador do concelho, um escrivão da Câmara, um almotacé, um tabelião judicial, um porteiro e um carcereiro. O alcaide-mor nesta época era Álvaro de Sousa e Melo…
Assim termina, mais uma viagem, a esta maravilhosa vila de Tolosa. Que quanto mais a escrevo, eu gosto cada vez mais dela. Ou apenas, um abrir o apetite, a querer lhe entrar no útero ou apenas um desejo de lhe continuar a falar do seu foral, em uma próxima postagem. Que não estou contente o não lá não senhora. Que olhando para ela, esta minha Tolosa, que também a terra de Arez e tão perto dela, meu entendimento lá meu, apenas o penso com um penso, a Carta, que a Carta Arqueológica do Concelho de Nisa, a ela, a elas, o devido valor não lhe foi dado e o seu passado lhe, lhes foi roubado…

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