segunda-feira, 11 de março de 2013

REFORMA. Ora, nem mais! Toma lá que é democrático!!


REFORMA
Greve ao voto até 2018, no mínimo, para os reformados e pensionistas!!! Depois se verá...
A crer num e-mail que me enviaram, há uma forma de apoquentar esta gente.
Basta seguir (em massa) o conselho proposto em Manifesto, assinado por
Álvaro Pereira, (pai de Ricardo Araújo Pereira), onde consta (chamo
a atenção especial para os § 4; 5; 6 e 7) 


"Manifesto assinado por Álvaro Pereira (pai do Ricardo Araújo Pereira).

Não sou Funcionário Público, mas o Estado trata-me como se eu o fosse, enquanto REFORMADO.
Dizem que os Reformados não têm poder de contestação, que de nada lhes serve tomar uma atitude contestatária (uma GREVE deles é inconsequente por não afectar nada nem ninguém).
Eu não estou de acordo! E como tal, decidi tomar uma posição que
traduzo no seguinte

MANIFESTO:

Considerando:
1. Que me foram retirados o 13º e 14º mês até 2018;

2. Que me reduziram a Reforma para a qual fiz descontos milionários durante uma vida de trabalho;

3. Que me foram aumentados os descontos para o IRS, o IMI, agravadas as taxas e impostos no Consumo de Electricidade, da Água e do Gás, para a “Compensação aos Operadores” respectivos (EDP, Tejo Energia e Turbo Gás), nos Combustíveis, para o Investimento das Energias Renováveis, para os custos da Autoridade da Concorrência e da ERSE, na Alimentação, na
taxa de Esgotos, para a Utilização do Subsolo, para a Rádio, para a Televisão, para a TNT, para a Harmonização Tarifária dos Açores e Madeira, Rendas de Passagem pelas Autarquias e Munícipes, para o auxílio social aos calões que recebem indevida e impunemente o
RSI (Rendimento para a Inserção Social), para pagamento dos cartões de crédito de políticos, para as portagens nas SCUTS e aumento nas das auto-estradas, para a recuperação de
BPNs, para que os Dias Loureiros, os Duartes Limas, os Isaltinos de Morais e quejandos depositem as minhas economias em nome deles em offshores, para as novas taxas de Apoio Social, para as remodeladas Taxas de Urgência nos Hospitais Civis, para as asneiras provocadas pelas ideias megalómanas de políticos incompetentes que criaram auto-estradas sem trânsito, para as Contrapartidas e Compensações a Concessionários de
diferentes estruturas, para pagamento das dívidas às Parcerias Público-Privadas durante 50 anos ou mais, etc., etc., etc., tudo recheado com 23% de IVA (por enquanto);

4. Que, cada voto que um cidadão deposita na urna eleitoral, para além de pôr no poleiro os espertalhões que os (se) governam, representa um óbulo igual a 1/135 do salário mínimo nacional (actualmente em €485,00) a reverter para os seus cofres
(1 voto = €3,60), a que acrescem as subvenções às campanhas e verbas para os grupos parlamentares. (Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais: Lei n.º 19/2003,
de 20 de Junho, com as alterações introduzidas pelo Decreto-lei
n.º 287/2003, de 12 de Novembro (Declaração de Rectificação n.º 4/2004, de 9 de Janeiro), Lei n.º 64A/2008, 31 de Dezembro e Lei n.º 55/2010, de 24 de Dezembro);

5. Que esse valor é atribuído pelos quatro anos de legislatura, o que significa entregar aos partidos votados o quadruplo dessa importância (€14,40), atingindo uma despesa superior a 70 milhões de euros;


6. Que, no caso dos votos em branco ou nulos, essa valia é distribuída por todos os partidos concorrentes às eleições;

7. E que, se eu me abstiver de votar, não há montante a ser
distribuído pelos partidos concorrentes às eleições,

Eu, ARTUR ÁLVARO NEVES DE ALMEIDA PEREIRA, cidadão de pleno direito, com o BI e o NIF, com todos os impostos pagos e ainda credor do Estado por taxação indevida e não devolvida em sede de IRS, embora prescindindo de uma liberdade cortada durante quase 40 anos e restituída em 25 de Abril de 1974, decido que, dependendo do cenário político-económico, meu e do meu país, entrarei em

GREVE DE ELEITORADO, e SUSPENDO O MEU DIREITO DE VOTO ATÉ 2018!"





quinta-feira, 7 de março de 2013

A máquina laranja já pedala pela urbe…


A máquina laranja já pedala pela urbe…

Com a actual recandidatura do actual edil da campina pelo Partido Socialista, Eusébio Salgueiro, a esta da pequenita urbe Freguesia Comenda, notícias chegadas a um correio electrónico de um blog, local, o administrador do mesmo é informado, Partido Social Democrata deste concelho deu sinais de vida, apresenta para a autárquica da Freguesia de Comenda, Manuel Chambel, como candidato independente nas referidas listas do partido citado.

O que é mesmo muito estranho, a rapaziada da CDU activos como eles são na Televisão, a generalista, ao momento presente, até agora nada.

Nem um sinal de ouvido se ouve, em ruas estas da pequenita urbe deserta...

segunda-feira, 4 de março de 2013

A Nossa Ifal.


Quem não se lembra da nossa Ifal que nos, Anos 60 e 70 empregou centenas de funcionários.
Onde o azinho era transformado em parqué, para assoalhar casas…
Foi aqui que muitos Comendensses ganharam o seu pão e lutaram para que isto não acaba-se, mas não foi assim o destino desta fábrica.
FOI ESTO O DESTINO:
 
Para dar lugar a um parque industrial salvo seja… parece mais com um parque de estacionamento?
Se alguém tem alguma explicação que diga…


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os Silêncios.


 Os silêncios

 Um dia bateram-me à porta e anunciaram-me que o governo tinha decidido cortar-me meio subsídio de Natal. Apesar de inconstitucional, compreendi o sacrifício que o Governo me pedia.
 Noutro dia bateram à porta do meu pai e anunciaram-lhe que iam cortar meia pensão do Natal. Apesar de considerar que era um roubo, ainda admiti, porque os pais estava em estado de emergência.
 Depois bateram-me à porta e anunciaram que me iam tirar dois meses de salário e dois meses de pensão ao meu pai. Depois da estupefacção, resignação.
A 7 de Setembro, bateram-me à porta para me anunciar que tiravam 7% do salário para dar 5,75% ao patrão e ficavam com os trocos, em princípio para os cofres da Segurança Social.
 Desta vez fiquei indignado. Achei que estava a ser roubado e que estavam a transformar os patrões em receptadores do dinheiro roubado.
Em reacção, corri para a rua para protestar.
 Bateram-me mais uma vez à porta e informaram-me de que o ministro das finanças ia reescalonar as taxas de IRS, de modo a torna-lo mais progressivo.
 Imaginando que iam poupar os rendimentos mais baixos e taxar fortemente os mais altos, pensei que o Governo, finalmente, voltava ao trilho da lei. Mas para surpresa minha, voltaram a bater-me à porta para me ameaçarem com aumentos brutais no IMI. A minha indignação transformou-se em ira e juntei-me ao movimento nacional de resistentes ao pagamento do IMI.
Ainda mal refeito do choque do IMI, bateram-me novamente à porta para me mostrarem nos jornais, em grandes parangonas e cinco colunas, os novos escalões de IRS. Afinal aumentaram as taxas dos rendimentos mais baixos, menos os dos mais altos e não criaram nenhum escalão para os mais ricos.
 E a progressividade do rei dos impostos diminuiu. A minha raiva subiu de tom e  estou preparado para qualquer acção revolucionária que apareça. Ao fim e ao cabo eu o meu pai e a minha família já não temos nada a perder.

( F. V...)

 Miaskovski, poeta russo escreveu, no início do século XX :

 Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.

 E não dizemos nada.

 Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.

 E na oportunidade, E não dizemos nada.

 Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

 Miaskovski (1893-1930)

Depois Bertold Brecht escreveu:

 Primeiro levaram os negros; Mas não me importei com isso.

 Eu não era negro.

 Em seguida levaram alguns operários; Mas não me importei com isso.

 Eu também não era operário.

 Depois prenderam os miseráveis; Mas não me importei com isso.

 Porque eu não sou miserável.

 Depois agarraram uns desempregados; Mas como tenho meu emprego.

 Também não me importei; Agora estão me levando.

Mas já é tarde; Como eu não me importei com ninguém.

 Ninguém se importa comigo.

 Bertold Brecht (1898-1956)

 

 Em 1933 Martin Niemöller criou o seguinte poema

 Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.

 Como não sou judeu, não me incomodei.

 No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.

Como não sou comunista, não me incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.

 Como não sou católico, não me incomodei.

 No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar?

 Martin Niemöller, (1892-1984)? Símbolo da resistência aos nazistas.

 Em 2007 Cláudio Humberto presenteou-nos assim:

 Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima, Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles; Depois fecharam ruas, onde não moro; Fecharam então o portão da favela, que não habito; Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho?

Cláudio Humberto,  em 09 Fevereiro de 2007

Também Martin Luther King (1929.1968):

 O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética?

 O que mais me preocupa é o silêncio dos bons!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

PSP dentro da RTP só faltava este filme à democracia portuguesa


A direcção da RTP demitiu-se por causa da suspeita de cedência de imagens não emitidas (em bruto) à PSP da manifestação de 14 de Novembro à frente da Assembleia da República (e alegada falta de confiança da administração)

O pedido das imagens terá sido feito pela PSP à televisão pública. Não se sabe ainda por quem. Se foi da iniciativa do comando policial. Se partiu de um nível mais alto. Se o ministro Miguel Macedo, que tutela a PSP, foi informado do pedido. Se as imagens saíram da RTP. Ou se foram visionadas dentro da estação.

O Conselho da Administração da RTP disse, entretanto, em comunicado que "responsáveis da Direcção de Informação facultaram a elementos estranhos à empresa, nas instalações da RTP, a visualização de imagens dos incidentes verificados após a manifestação em frente à Assembleia da República, no dia da greve geral". Presume-se que  esteja a referir-se a elementos da polícia.  

O objectivo seria, ao que parece, a polícia poder identificar os manifestantes que atiraram pedras às forças do Corpo de Intervenção que faziam cordão nas escadarias do Parlamento. Quem permitiu na RTP o acesso às imagens é ainda uma incógnita.  

Estamos talvez perante um dos maiores escândalos da democracia portuguesa.

Da parte da PSP, o alegado pedido à RTP mostra como a polícia (ou elementos seus) não olha a meios para tentar obter os seus fins, mesmo que ponha em causa  o Estado de direito democrático, os direitos liberdades e garantias dos cidadãos e o princípio da separação de poderes.

Como é possível a PSP tentar obter meios de prova desta maneira? Até uma ordem judicial não deixaria de causar polémica, quanto mais a intervenção policial directa numa estação de televisão.   

Quarta-feira, 14 de Novembro, dia da greve geral da CGTP, foi um dia estranho em Portugal. Manifestantes atiraram pedras à polícia durante hora e meia. Esta reagiu com uma carga à bastonada, perseguiu pessoas centenas de metros (muitas delas inocentes) agrediu-as pelas costas e deteve-as.

Os advogados dos detidos queixam-se que a polícia lhes vedou ilegalmente o acesso aos seus clientes, que o prazo de detenção destes ultrapassou o máximo permitido por lei, que alguns detidos terão sido agredidos no interior das esquadras por polícias encapuzados (como relatou o advogado de um dos detidos, Vasco Marques Correia, também presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados).

Também foi um dia estranho porque houve um estranho unanimismo sobre a acção policial. Não se reflectiu de imediato sobre a proporcionalidade da reacção policial.  Até o PCP, a CGTP, o Bloco de Esquerda não tiveram  capacidade para o fazer.     

Hoje, através do ocorrido na RTP, percebe-se melhor como é afinal perigoso elogiar uma polícia que não sabe cumprir a legalidade na detenção dos manifestantes e é capaz de corroer o Estado de Direito democrático com o pedido que terá feito à RTP para ter acesso às imagens dos manifestantes.

Foi este clima de unanimismo e palmadinhas nas costas à PSP e à sua intervenção no Parlamento que depois motivou alguém na RTP à conduta inacreditável de abrir as portas da televisão à polícia para esta colher meios de prova contra os manifestantes que atiraram pedras no Parlamento. Como se a estação fosse o departamento de recolha de imagens da PSP.        

É provavelmente o maior escândalo de sempre na RTP. É incompreensível que o pedido da PSP tenha sido satisfeito. Quem o autorizou? Como é que os polícias entraram na estação? Quem eram? Foram ter com quem? O que visionaram? Que cópias levaram?

Temos história para os próximos meses. Venha a Comissão Parlamentar de Inquérito.